quarta-feira, 11 de abril de 2012

Icasa é penta-campeão

O Icasa Esporte Clube de Juazeiro do Norte sagrou-se penta-campeão de futebol ao vencer o Guarani por 3 x 2, em partida que rendeu cinco milhões de cruzeiros velhos, em numero redondo. A cidade viveu momentos de autêntico carnaval, com desfile de carros com bandeiras dos dois times, charangas nas ruas, aquela empolgação que só o "esporte rei" pode proporcionar. Com o jogo de domingo fica definitivamente compro-vado: Juazeiro do Norte é o segundo centro esportivo do Estado. Na foto, da esquerda para a direita: Pirajá, Raimundo, Lírio, Nena, Munda e Luciano. Agachados: Pio, Geraldino, Loulanca, Gilson. Eusébio e Zé Cícero. Nã aparece Ramos, o grande capitão da equipe.

Nota do editor: esta notícia foi publicada originalmente no jornal Gazeta de Notícias, de Fortaleza, na edição do dia 21 de outubro de 1969, enviada pelo seu correspondente de Juazeiro, Wilton Bezerra.


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Turma de 1962 do Colégio Monsenhor Macedo

A foto acima é rara e nos foi enviada por Marlene Cabral Ribeiro. É uma das poucas memórias fotográficas que restam do famoso e conceituado Ginásio Monsenhor Macedo mantido em Juazeiro do Norte pelas Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado. A foto mostra a turma de 1962 da Primeira Série do Curso Ginasial. À época este educandário juntamente com a Escola Normal Rural eram os preferidos pela juventude feminina juazeirense. Depois, já transformado em Colégio Monsenhor Macedo, foi desativado, deixando uma lacuna no setor educacional desta cidade. Foram identificadas na foto acima: 1) Marleide Cabral Ribeiro. 2) Gerusa Cansanção. 3) Fátima Matos Meneses. 4) Regina Sílvia Gonçalves. 5) Socorro Lucena Matias. 6) Maria Lima Silva (Vilani). 7) ?. 8) Ana Exalá-lo Sales (Naninha). 9) ?. 10) ?. 11) Terezinha Matos Menezes. 12) ?. 13) Olívia Sousa. 14) Ana Lúcia Bezerra. 15) ?. 16) Zelinda Vieira Gonçalves. 17) ?. 18) Maria do Socorro Belarmino de Sousa. 19) Itamira Figueiredo. 20) Francisca Santos. 21) ?. 22) Ivonei Casimiro. 23) Lili Macedo. 24) Iramir Casimiro. 25) ?. 26) Maria das Graças Tenório Cruz. 27) ?. 28) Norma Melo. 29) Eliete  Vieira. 30) ?. 31) Joselíria Cordeiro. 32) Lucia Vanda Rocha. Quem souber os nomes das alunas não identificadas, por favor, nos comunique que teremos prazer em publicar.  E quem tiver mais fotos de turmas de estudantes de Juazeiro podem mandar que publicaremos.


Abaixo outra foto do Monsenhor Macedo:

Na foto acima, do arquivo de Tereza Neuma, temos uma relíquia do Colégio Monsenhor Macedo em 1968. São vistas, em pé, da esquerda para a direita, as freiras irmãs Helena Hilta, Elvira Dantas (Diretora) e Ruth Saraiva Leão.  Sentadas, na mesma ordem, as alunas Zilma, Tereza Neuma de Macedo e Silva, Glória Lopes Rodrigues, Jane Menezes, Querubina Bringel e Ivonei Casimiro. As alunas faziam parte do 3º Pedagógico. 

quarta-feira, 21 de março de 2012

Turma de 1966 do Tiro de Guerra 210

No dia 25 de novembro de 1966 eu publiquei no jornal O Povo de Fortaleza a seguinte matéria:



Pela primeira vez, em sua história o Tiro de Guerra 210, de Juazeiro do Norte, realizou solenemente e com muita pompa uma festa de Encerramento do Serviço Militar. Os atiradores coadjuvados pelo seu Instrutor, 2º Sargento Veras, trabalharam com denodo e entusiasmo na ânsia de conseguir um grande êxito. O programa elaborado e comprido a risca constou do seguinte: missa campal na Praça do Cinqüentenário, celebrada pelo Assistente Eclesiástico do TG, Frei Egídio de Messejana, Cerimonial de Juramento à Bandeira, na Praça Padre Cícero, quando 51 atiradores prometeram “defender a Pátria com o sacrifício da própria vida”. Em seguida o Tiro de Guerra desfilou garbosamente em continência às autoridades. Isto foi pela manhã. A noite houve uma partida de futebol de salão entre as equipes do Tiro de Guerra 210 x Polícia Militar, em disputa da Taça Gregório Callou. E finalmente uma monumental Festa Dançante (Festa dos Reservistas) no Clube dos Doze, animada pelo Conjunto Jovem Guarda. Antes, porém, houve a sessão solene para entrega de certificados e medalhas aos atiradores: José Carlos Pimentel (Atirador mais dedicado ao TG), Paulo de Sousa (Atirador-modelo) e José Araújo Monteiro (Atirador mais assíduo). Falaram na oportunidade o orador oficial da turma, Perboyre Lacerda Sampaio, Dr. Leão Sampaio e Dr. Edvar Teixeira Férrer, prefeito municipal e diretor do Tiro de guerra 210.
OS RESERVISTAS
Ainival Pereira, Amarílio Machado, Antônio Amorim, Antônio Carlos Macedo, Antônio Dourado, Antônio José de França. Antônio Taumaturgo Salviano, Antônio Vidal, Aristarco Fran-ça, César William, Daniel Walker, Domiciano Cavalcante, Eusébio Emídio, Francisco Adonias, Fco. Alves de Oliveira, Fco. Alves Pinheiro, Fco. Casado de Araújo, Fco. Eduardo Van Den Brule. Fco. Hélio Saraiva, Fco. Maurílio, Fco. Pereira Leite, Fco. Pereira Xavier, Gastão Luiz Matos, Geraldo Mage-la de Brito, Geraldo Monteiro, Gervásio Dantas Job, Itamar Figueiredo, João Bosco Frazão, João Freire Silva, João Gomes Diniz. João Tenório, José Anastácio Tavares, José Antônio de Almeida, José Araújo Monteiro, José Carlos Pimentel, José de Sousa Fontes, Jussier Gomes, Jussier Cunha, José Osenir Pe-reira Landim, José Wilson de Lima, Luís Alves de Oliveira, Maurício Rodrigues, Orivaldo Limeira, Otacílio Leonel, Paulo Sousa, Perboyre Lacerda e Zeilton Albuquerque.

E agora mostro abaixo, uma cópia do convite de formatura da turma, uma relíquia que me foi enviada pelo amigo Paulo de Sousa, o Atirador-modelo da turma de reservistas:






terça-feira, 20 de março de 2012

No tempo em que Juazeiro tinha fábrica de doce

Na década de 60 Juazeiro do Norte tinha uma fábrica de doce cujos produtos eram bastante apreciados pela população local e também dos estados de Pernambuco, Paraíba, Sergipe e Maranhão, para onde eram exportados. Era a Fábrica de Doces Boa ideia, do Sr. Pedro Bezerra da Silva (visto na foto ao lado). A fábrica produzia doces de banana e goiaba e estava localizada na Rua Senhora Santana. Quem morava perto da fábrica ainda hoje recorda com saudade o cheiro de frutas que se expandia pelos arredores, denunciando a sua presença.  Seu Pedro é pernambucano de Caruaru, tendo chegado em Juazeiro, para morar, em 1962. Pouco tempo depois instalou a fábrica que em 1980 foi vendida ao Sr. Viana Neto, e pouco tempo depois, fechada. 

segunda-feira, 5 de março de 2012

Ginásio Salesiano: 3ª Série de 1961

























GINÁSIO SALESIANO SÃO JOÃO BOSCO Foto da 3ª. SÉRIE 1961
Da esquerda para a direita, e da frente (sentados) para trás:
  Sentados:  1. Adauto Balbino da Silva  2. Hernandes Bezerra de Souza  3. José de Oliveira Alves
 4. Frederico Falcão Sotovia  5. José Lainê Gomes  6. João Batista Neto  7. Antonio Pereira
  Segunda fila:  8. Mário Pereira Temóteo  9. José Élido Filgueiras Magalhães  10. Francisco Neri Filho  11. Adálio de Oliveira Silva  12. Paulo Sobreira Bezerra  13. José Breno da Silva
 14. Erasmo Carneiro Monteiro
  Terceira fila:  15. Edson Matos Feitosa  16. Genésio Mattos Júnior  17. José Edny Araújo Silva
 18. José Evânio Guedes  19. Antonio Germano Magalhães  20. Antonio Inácio Filho
 21. Luiz Gonzaga Moura Araújo  22. Italo Magalhães  23. Raimundo Nonato de Alencar Dantas
 24. João Bosco Bezerra  25. Edgar Amaro de Barros  26. Ademar Arruda Batista Palitó
 27. Francisco Araújo Filho  28. Hildeberto Jurumenha Ribeiro

sexta-feira, 2 de março de 2012

João Martins no tempo das grandes festas dançantes


João Martins e seu conjunto animaram festas memoráveis no Treze Atlético Juazeirense, no Clube dos Doze, no BNB Clube e na AABB em Juazeiro do Norte. Eram grandes festas, especialmente as realizadas nas décadas de 60 e 70, quando a sociedade juazeirense bancava festas inesquecíveis, como a Festa Branca, a Festa das Flores, a Festa das Debutantes e as tradicionais Festas de Colação de Grau. João Martins estava no centro de tudo isso. Ele veio de Missão Velha para Juazeiro em 1954. É alfaiate de profissão e músico por vocação e idealismo. Iniciou sua carreira de músico em nossa cidade, tocando no Regional da Rádio Iracema, apresentando-se no Clube dos Doze. Tocava violão. Em 1961 criou com seu sobrinho Rosiel o J. Martins e seu Conjunto. Em 1967 mudou o nome para J. Martins Show e depois, em 1971, uniu-se a Hildegardo Benício, de Crato, e fundou o Hilder Martins Som. Na foto acima vemos a formação do J. Martins Show, da esquerda para a direita: Patrício (acordeão), João Martins (guitarrista), Roterdan (contrabaixo), Chico Cancão (saxofonista), Bebê (pistonista), Geraldo (baterista), Wilson (percussionista e vocalista) e o empresário Raimundo Milton. A todos esses músicos a nossa homenagem. 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Juazeiro também tem sua Rita Pavone

Juazeiro do Norte (De Daniel Walker Marques - correspondente) — O mundo artístico de Juazeiro ganha um novo cartaz. Falamos da garotinha Silvani Campelo, a revelação do rádio juazeirense. A jovem artista, que atualmente vem arrancando os mais calorosos aplausos dos juàzeirenses, fazendo dublagem perfeita ia cantora italiana Rita Pavone, está dia a dia adquirindo fama.

QUEM Ê SILVANI 
Silvani Campelo é uma garotinha de apenas 10 anos de idade, natural desta cidade. Descendente de uma família de artistas. Seu progenitor é o conhecido humorista pernambucano, radicado em Juazeiro, sr. Aluízio Campelo, produtor e apresentador do programa "As trapalhadas do Pinguim", levado ao ar através da Rádio Iracema há mais de 10 anos. Não obstante sua pouca idade, a garota Silvani possui uma desenvoltura admirávell, sua elegância no trajar mostra uma cópia perfeita de Rita Pavone.

INÍCIO DA CARREIRA
A reportagem de O POVO que esteve em demorada palestra com o sr. Aluízio Campelo, conseguiu colher alguns dados a respeito das atuações da "garota revelação" de Juazeiro. Silvani apresentou-se pela primeira vez no programa "Tia Benta" do canal 6. Posteriormente, foi levada com exclusividade para o Clube Internacional do Recife, onde deu um magnífico "show" de dublagem. Dado o grande sucesso obtido, foi mais tarde se apresentar no Clube Português, também da "Veneza brasileira", logrando mais uma vez sucesso marcante. Aqui. em Juàzeiro, Silvani Campelo deu vários espetáculos no programa "A cidade se diverte", atraindo um público numeroso. Também deu um "show" especial para o Lions Clube que inclusive contratou-a para um novo "show" em dias do mês em curso na Quadra João Cornélio. A garotinha está ganhando fama e sua trajetória artística promete ser das mais brilhantes.
Na foto a garota Silvani Campelo quando de sua apresentação no programa "A cidade se diverte". (Fotografia de Raimundo de Oliveira, repórter fotográfico de O POVO).
NOTA DO EDITOR: Esta reportagem foi publicada em 21 de setembro de 1965 no jornal O POVO de Fortaleza.
Abaixo vemos as garotas Rita Pavone e Silvani Campelo para uma comparação de semelhança:

Atualmente Rita Pavone mora em Chiasso, no cantão de Ticino, Suíça e possui uma segunda residência em Ariccia, distante 28 km de Roma. A cantora e atriz italiano que fez um grande sucesso com a canção Dateme un martello,está com 66 anos. E a nossa Silvani onde está? Quem sabe notícias dela?

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Colação de Grau da Turma de 1964 do Ginásio Salesiano

HUMANISTAS DE 1964 - Por Renato Casimiro
“Os alunos que ora terminam o currículo ginasial neste grande estabelecimento de ensino – “GINÁSIO SALESIANO SÃO JOÃO BOSCO”, deixando, saudosos, a convivência cotidiana dos seus beneméritos mestres, cumprem o sagrado dever de manifestarem, aos mesmos, os seus mais sinceros agradecimentos pela boa orientação, pelo melhor êxito colhido naqueles ensinamentos, tão úteis e mais necessários àqueles que na vida prática devem conduzir-se com decoro, respeito, e a melhor educação que sempre foi e é o padrão de glória do mencionado “GINÁSIO”. Os Humanistas”. Este era o texto que constava do convite para as festividades de formatura dos ginasianos de 1964. Para nós, um grande dia de glórias. Iniciamos com uma missa em ação de graças, na capela de Nossa Senhora Auxiliadora, pelas 7h 30min. Depois, pelas 19 horas, aconteceu a sessão solene de entrega dos diplomas, ocorrido no pátio interno do Ginásio. E, finalmente, na antiga sede do Treze Atlético Juazeirense, a grande festa dançante que fechou aquele dia inesquecível. Depois de horas e horas de ensaios, as danças, e sobretudo, a valsa com as madrinhas. Lembro que estávamos impecavelmente bem vestidos, em ternos pretos. Um empresário de moda masculina, aqui estabelecido, cuidou de tudo e não descuidou de nada, por menor que fosse o detalhe: de meias, de lenço, de gravata, de perfume. Prestamos homenagens merecidas a várias pessoas, sobretudo aos nossos pais. No Quadro de Honra registramos: Patrono - Dr. Ivan Bezerra (industrial); Paraninfo: Sr. Pedro Capistrano (gerente da agência local do Banco do Nordeste do Brasil); Homenagem especial: Padre Luiz Alberto Peixoto (nosso professor de Português, e que havia nos acompanhado em inesquecível viagem ao RJ, hoje residente em Fortaleza, como padre diocesano, junto a paróquia de Nossa Senhora de Fátima); Homenagem de honra: Padre Gino Moratelli (diretor do Ginásio Salesiano, já falecido); Homenagem filial: aos pais dos humanistas; Homenagens de gratidão: Padres Mário Balbi (professor de Inglês, já falecido), Manoel Ramos (professor de Francês, já falecido), Luiz Marinho Falcão (professor de Geografia, já falecido) e Manoel Isaú dos Santos (professor de História); Professores Joaquina (Quininha) Gonçalves de Santana (professora de Matemática), Luiz Magalhães (professor do curso primário), Jorge Fernandes (professor de Latim) e José Macário (professor do curso primário); Srs. Antônio Temóteo (Chagas) Bezerra (proprietário da Expresso de Luxo, que nos transportara para o Rio de Janeiro, em excursão (aliás, foi esta a primeira vez que um grupo de estudantes de JN foi à cidade maravilhosa), Édson Olegário de Santana (Prefeito Municipal de Missão Velha, e colaborador da nossa festa, já falecido), Ednaldo Dantas (presidente da Liga Desportiva Juazeirense-LDJ, e colaborador das nossas promoções), e Luiz Gonçalves Pereira (pai do colega Luiz Robério Alencar Gonçalves); Homenagem póstuma: Sra. Maria Bezerra (mãe do colega José Bezerra e Silva, falecida naquele ano). Nossa turma era composta por 55 alunos. Apelei recentemente para Daniel Walker Almeida Marques e João Reginaldo Tenório para a atualização da lista: Eis o grupo, suas atividades profissionais e residências atuais, no que foi possível identificar: Antônio Alves Carvalho, falecido; Antônio Izomar Cruz Martins, agropecuarista em Brejo Santo; Antônio Magliônio Soares Feitosa, médico em JN; Antonio Renato Soares de Casimiro, engenheiro químico, professor da UFC em Fortaleza; Antônio Vieira Leite, ex-presidente do Centro Estudantal Juazeirense; Bento Leite Soares; Cícero Antonio Onofre e Silva, residente em Fortaleza; Cícero Magalhães de Macena; Daniel Walker Almeida Marques, biólogo, pesquisador e escritor, professor da URCA e do Centro Educacional Prof. Moreira de Souza, em JN; Diacir Andrade de Oliveira, médico oftalmologista em JN; Expedito Maurício Silva, cirurgião dentista em Fortaleza; Francisco Adonias de Morais Sobreira, engenheiro-agrônomo da Ematerce em JN; Francisco Aguiar de Melo, empresário em JN; Francisco Alencar Macêdo, médico e político em Jati; Francisco Bezerra Pereira Lucas, engenheiro civil, professor da UECE, empresário, em JN; Francisco Carlos Macedo Tavares, médico em JN, prefeito de Aurora; Francisco Casado de Araújo, economista, em JN; Francisco Eduardo Van den Brule Matos, médico nefrologista do Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo, em São Paulo; Francisco Maurílio F. Cavalcante, bancário do Banco do Brasil em Campina Grande; Francisco Wilton Silva Barbosa (orador da turma), empresário em São Luiz, falecido; Genival Almeida; Hiderval Jurumenha Ribeiro, residente em JN; Idalberto Zabulon de Figueiredo; Jairo Rodrigues Soares; João Batista Ferreira, funcionário da Polícia Federal em Fortaleza; João Bosco da Silva Cavalcante, advogado no RJ; João Macedo da Cruz, empresário em SP; João Reginaldo Tenório, economista em Fortaleza; João Sobreira Rocha, gerente Varig-aeroporto, locutor da Rádio Universitária, em Goiânia; João Tadeu Lustosa de Brito, coronel do Exército em JN; José Alves Lopes; José Anastácio Tavares, odontólogo, falecido; José Antônio de Almeida, agrônomo em Alagoas; José Bezerra e Silva, professor em JN; José Carlos Pimentel e Silva, advogado em JN; José Chagas Cassimiro, falecido; José Evaldo de Alencar Santos, oficial da Polícia Militar em Fortaleza, falecido; José Evandro Filgueiras Magalhães, engenheiro civil, falecido; José Hélio Freitas Brito, comerciante em Fortaleza; José Iranto da Cruz, residente em JN; José Marques Filho, falecido; José Sodson Sabiá, médico em JN; José Waldizar de Figueiredo, fisioterapeuta, professor da UNIFOR, em Fortaleza; José Wellington Amorim, jornalista, falecido; José Wilson de Lima, médico oftalmologista em Araripina, PE; Luiz Afonso de Oliveira, Luiz Robério de Alencar Gonçalves, médico urologista em JN; Mário Sampaio, militar; Osvaldo Rocha Reinaldo, agente de turismo no RJ; Raimundo Carlos Alves Pereira, técnico da ECT em Fortaleza; Raimundo Gomes de Lima, cirurgião dentista em Natal; Roberto Alci da Silva, comerciante em JN; Vital Tavares de Sousa, residente em Recife; e Vivaldo de Carvalho Nilo, engenheiro civil, residente em JN. Desejo, neste instante, congratular-me com todos os que estão por aí, pois as saudades daqueles idos tempos são imensas, e já nem cabe em nós. No caminho, alguns faleceram prematuramente. Ficamos, nós outros, contando estórias deste tempo em que éramos felizes e não sabíamos.


Turmas de 1961 do Ginásio Salesiano
Primeira Série A














Da frente para trás, da esq. para a dir.: 1ª. fila, sentados - (não identificado), Antonio Renato Soares de Casimiro, Lindovaldo Frutuoso Gino, José de Anchieta Gondim Machado, José de Anchieta Silva, Antonio Alves Carvalho, Francisco José Pinheiro e João Vianney; 2ª. fila, em pé - João Tadeu Lustosa, Paulo de Sousa, Francisco Adonias de Morais Sobreira, (não identificado), José Sá Silva Thé, Francisco Carlos Macedo Tavares, Jairo Rodrigues Soares, Sergio Belém de Figueiredo e Hiderval Jurumenha Ribeiro; 3ª. fila, em pé - José Pereira, José Wellington Amorim Araújo, Marcos Pereira Timóteo, Francisco Eduardo van den Brule Matos, José Sodson Sabiá, Francisco Alencar Macedo, Cícero Alves Carvalho e Cícero de Paulo; 4ª. Fila, em pé - João Reginaldo Tenório, Edson Freitas, Valdir Tavares, Antonio Izomar Cruz Martins, (não identificado), (não identificado), João Bosco Silva Cavalcante, Francisco Wilton Barbosa da Silva, (não identificado).
Primeira Série B:


Da frente para trás, da esq. para a dir.: 1ª. fila, sentados - José Macedo da Cruz, José Anastácio Tavares, Osvaldo Rocha Reinaldo, (não identificado), José Marques Filho, Francisco Pereira, Luiz Juvêncio de Lira; 2ª. fila - em pé - José Wilson da Silva, José Evandro Filgueiras Magalhães, Vital Tavares de Sousa, Francisco Aguiar de Melo, José Iranto Cruz, José Chagas Casimiro, Antonio Magliônio Soares Feitosa; 3ª fila - em pé - José Hélio Freitas Brito, Francisco das Chagas Jácome, Mário Sampaio, Daniel Walker Almeida Marques, Francisco Casado de Araújo, Antônio Taumaturgo Salviano, Vivaldo de Carvalho Nilo, José Antônio de Almeida; 4ª fila - em pé - Roberto Alci da Silva, (não identificado, João Macedo da Cruz, Marconi Alves, Carlúcio Pereira de Sousa, José Pereira Miná, (não identificado).

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Juazeiro fabricava rádio nos anos 60

Esta foto mostra uma relíquia que faz parte da história da indústria juazeirense. É um rádio Transmak que era fabricado pela IESA-Indústria Eletromáquinas S.A., a primeira fábrica de rádio instalada na região do Cariri, com sede em Juazeiro do Norte. Ela fazia parte do Projeto Morris Azimov, cuja história é resumida a seguir através de uma pesquisa do nosso Diretor de Arquivo e Circulação, Renato Casimiro. 
O Projeto Morris Asimov foi implantado no Cariri em decorrência de um acordo entre a Universidade Federal do Ceará e a Universidade da California, USA, em 1961, patrocinado pela agência USAID. O interesse da UCLA em realizar este projeto em países subdesenvolvidos era, inicialmente voltado para a Índia. Mas, o então reitor Antonio Martins Filho convidou o prof. Morris Asimov para vir conhecer o Ceará e, especialmente o Cariri. Ele ficou tão entusiasmado que decidiu esquecer a Índia e mudar o projeto para o Cariri, particularmente Crato, Barbalha e Juazeiro do Norte. A UFC criou em 1962 o PUDINE, Programa Universitário de Desenvolvimento Industrial, com o qual montou uma equipe técnica de agrônomos, economistas, administradores, engenheiros, sociólogos, etc., com o objetivo de levantar as vocações industriais da região. As empresas do Projeto Asimov foram sendo formuladas: Cecasa - Cerâmica do Cariri S.A. (em Barbalha, a mais longeva do Projeto); IMOCASA - Indústria de Moagem do Cariri S.A. (em Crato, indústria de moagem de milho); CIMASA - Companhia Industrial de Mandioca S.A. (em Crato, indústria de farinha e polvilhos de mandioca); IESA - Indústria Eletromáquina S.A. (em Juazeiro do Norte, indústria de rádios e motores); LUNASA - Luna S.A. (em Juazeiro do Norte, fábrica de calçados de couro e artefatos). Duas pessoas se destacavam na IESA: Moacir Almeida, filho de Pimpim Almeida, que era o Diretor; e os irmãos Ian e Antinus de Sousa Carvalho que eram engenheiros eletrônicos, responsáveis técnicos. 

(O rádio mostrado na foto pertencente a Péricles, o popular Pekão, filho de Francisco José da Silva, dono da antiga Life Propaganda).


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Anos de chumbo: Juazeiro recebe Castelo Branco

Esta foto tirada do fundo do baú é do tempo da Ditadura Militar de 64 e marca a visita do Marechal Castelo Branco a Juazeiro, sendo visto à sua direita o então Prefeito José Teófilo Machado. Atrás de José Camilo da Silva, de quepe, é visto o Gal. Ernesto Geisel. O primeiro da foto à direita é o então Prefeito de Crato, Pedro Felício Cavalcante. Durante o período da ditadura militar Juazeiro recebeu também a visita de outro presidente (?) que foi o general Ernesto Geisel. 

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Juazeiro no tempo da Jovem Guarda


























A foto acima, digitalizada a partir de um monóculo cedido por nosso colaborador Aguinaldo Carlos, mostra o conjunto Jovem Guarda formado em Juazeiro do Norte em 1966 nos áureos tempos da Jovem Guarda. A primeira exibição do conjunto aconteceu no auditório da Escola Normal e foi um sucesso. Durante sua existência de quase dez anos o Conjunto Jovem Guarda se apresentou em várias cidades do Cariri e chegou também a fazer shows em cidades de outros estados, como Exu e Araripina, Pernambuco. A rapaziada levava as garotas ao delírio executando os grandes sucessos daquela época consagrados através Renato e seus bluecaps, The Beatles, Roberto Carlos, The Feveres, Erasmo Carlos, Eduardo Araújo, Golden Boys, dentre tantos outros. Eis os componentes mostrados na foto, da esquerda para a direita: Murilo (guitarra solo), Vital (bateria), Perboário (contrabaixo), Cizinho (escaleta), Aguinaldo (vocalista) e Raminho (guitarra-base e acordeão). O Jovem Guarda foi o primeiro conjunto do gênero formado no Cariri.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Folha de Juazeiro escolhe os Melhores do Rádio de 1969

No dia 11 de janeiro de 1970 o jornal Folha de Juazeiro circulava em edição especial com matéria exclusiva sobre a escolha dos Melhores do Rádio de Juazeiro em 1969. A escolha dos Melhores foi coordenada pelo colunista JOMAR (pseudônimo de José Maurício Xavier). Por se tratar de matéria hoje histórica ela tem tudo para figurar neste blog que mostra o que aconteceu em Juazeiro do Norte nos Anos 60. Este exemplar histórico da Folha de Juazeiro  chegou a nossa Redação através de uma doação do cronista esportivo Wilton Bezerra que teve a gentileza de nos presentear. Abaixo publicamos a matéria escrita por JOMAR na sua forma original:

Hoje estamos circulando em edição especial. Isto se deve a nossa iniciativa de escolher os melhores do Rádio Juàzeirense em 1969. O nosso propósito é única e exclusivamente prestar uma justa homenagem aos radialistas que, de uma maneira ou de outra, contribuíram com o seu esforço e trabalho, para o engrandecimento do Rádio Juazeirense. Queremos aqui, fazer uma ligeira exposição do critério adotado para a escolha e, ao mesmo tempo, justificar os nomes escolhidos. Para que não houvesse injustiças, resolvemos fazer uma lista com 10 itens e quem obtivesse a maioria de pontos seria o escolhido. Deixamos de lado a amizade ou interesses pessoais e procuramos ser o mais honesto possível. Se por acaso alguém se achar injustiçado, a culpa não foi nossa, o fato deveu-se únicamente a sua fraca atuação ou não obtenção dos pontos necessários.
O primeiro nome da lista é Coelho Alves, que além de ter sido o Melhor Locutor, foi considerado o Melhor Apresentador. Os seus méritos são por demais conhecidos e a escolha não merece maiores esclarecimentos.
Geraldo Batista já é um nome bastante conhecido. Rapaz novo, esforçado, desde o começo da sua carreira, pintava como um futuro "cobra" em rádio.. Dono de uma vóz sonora, cheia, radiofônica, Geraldo se adaptou perfeitamente a especialidade que adotou: Locutor Noticiarista. Sendo humilde em sua profissão e querendo aperfeiçoar-se ainda mais, sempre procurou ouvir os grandes noticiários do Rio e São Paulo, procurando assim melhorar o seu padrão. É, sem favor, o melhor no setor.
João Sobreira ê outro de quem não se precisa falar muito. A sua atuação frente ao microfone é conhecido de todos e não é preciso gastar palavras com justificativa, já que todos conhecem os seus méritos como animador de estúdio.
O problema dos Disc-jockeys no nosso rádio é um dos que temos batido mais. Praticamente, êles apenas se limitam a ler as cartas dos ouvintes e rodar as músicas pedidas. Não sabem o que significa ser disc-jockey. Pensam apenas em dar o seu recado e agradar os ouvintes, esquecendo-se que, ao agirem assim, estão apenas prestando desserviços àqueles que ouvem os seus programas. Ser disc-jockey é antes de tudo, procurar orientar os ouvintes, rodar aquelas musicas  que, alem de agradar a todos, dêem uma contribuição no sentido de melhorar o gosto musical destes ouvintes. Quem melhor se prestou neste setor, foi Wilton Bezerra e por isto, foi considerado o melhor.
O maior trabalho do colunista nesta encolha, foi o da turma que faz futebol. Como sabemos, até hoje ninguém conseguiu chegar a um acôrdo sobre o esporte bretão. Cada pessoa, cada brasileiro, acha que é um expert no assunto e vive botando banca. O mesmo acontece com os ouvintes. Se simpatizam com um narrador, ou com um comentarista, acham que êle é o maior, que o outro não vale nada... Infelizmente, ou melhor, felizmente para nós, possuímos duas boas equipes esportivas no nosso Rádio. Durante anos a Equipe da Rádio Iracema foi absoluta no interior cearense A equipe comandada por José Boaventura foi inclusive, elogiada na capital por seu excelente trabalho, e ainda hoje é uma senhora equipe. E por isto mesmo, contribuiu e muito, para que a equipe da Progresso, vendo e seguindo o exemplo, procurasse melhorar e concorrer de igual para igual. Assim, com esforço e dedicação do Sr. Francisco Silva e do Sr. Wilton Bezerra, a equipe de esporte da Progresso foi melhorando, conseguindo audiência e chegou a ser igual a da sua concorrente. Hoje, em sã consciência, não podemos afirmar qual das duas é melhor. Para este colunista, as duas estão empatadas. Daí, o nosso trabalho em escolher os melhores. A única saída foi analisar o trabalho individual, tanto dentro como fora do Rádio. Assim sendo, a escolha para narrador, recaiu em Francisco Silva, não por ser melhor do que Luiz Carlos (os dois são excelentes), mas pelo seu trabalho em prol do soerguimento da equipe a qual pertence. Quanto ao comentarista o trabalho não foi menor. Optamos por Wilton Bezerra pelos seguintes motivos:
a) Sua maior atuação frente ao microfone
b) Durante o ano que passou, foi talvez o jornalista juàzeirense que mais escreveu para os jornais da cidade e da capital.
c) Seus comentários tiveram maior repercussão, principalmente quando dos jogos entre o nosso selecionado e o de Crato.
Ao par disto tudo, sabe falar uma linguagem simples, objetiva e de fácil assimilação pelos ouvintes.
Quanto ao repórter esportivo a escolha é óbvia: Paulo Duarte. Além de fazer boas reportagens dentro das quatro linhas, auxiliando muito bem os seus companheiros, realiza um bom trabalho de redação dos programas esportivos de sua emissora.
Finalmente, a escolha do melhor redator de notícia recaiu sobre Erivan Xavier. Responsável pelo setor d notícias nacionais e internacionais da Progresso, revelou-se como um bom escuta e sua redação é a melhor do rádio juàzeirense.
Com esta explanação  esperamos ter dado, de um modo geral, uma satisfação aos leitores e dizer da nossa honestidade nas escolhas. Aqui não procuramos agradar a quem quer que seja. Se alguém se julgar injustiçado, procure fazer um exame de consciência e se acha que tem razão, melhore ainda mais, pois na próxima escolha, prometemos incluir seu nome na lista dos melhores.
E por hoje é só. Até próximo.
Maurício Xavier – Jomar

Francisco Silva – Melhor Narrados Esportivo
Começou na Rádio Iracema de Juazeiro como controlista e depois como locutor esportivo, de onde se transferiu para a Emissora Rural A Voz de São Francisco em Petrolina Pe. No ano que passou, foi contratado pela Progresso, que sentia a falta de um bem narrador esportivo. Fez um notável trabalho, conseguindo com os seus companheiros levar a equipe da Progresso a alcançar a posição de destaque que ora possui. Mercê do seu grande esforço e dedicação ao futebol local e ao soerguimento da sua equipe, mereceu o título de Melhor Narrador Esportivo em 69.

Wilton Bezerra – Melhor Comentarista Esportivo
Apesar de contar apenas 21 anos, já é um veterano em rádio. Trabalhou na Educadora e na Araripe do Crato, onde foi técnico de som e auxiliar na produção de programas esportivos e humorísticos. Está na Progresso desde a sua fundação, tendo, inclusive, ocupado até recentemente, o cargo de Diretor artístico. É disc-jockey, discotecário, assessor comercial, além de comentarista-chefe da Equipe Esportiva. Seu grande defeito é falar sempre a verdade, o que já lhe deu alguma dor de cabeça e noites sem dormir. Seus comentários obtêm sempre repercussão e, no ano de 69, foi quem mais escreveu para as páginas de espertes em jornais da cidade e da capital.

Erivan Xavier – Melhor Redator de Notícias
Começou no CRP  onde se destacou com seu trabalho. Era sempre interpelado por que não fazia rádio, dado a sua bôa atuação na "Rádio  do  Darin".   Somente em 69 ingressou na Progresso, onde faz  de tudo pouco. Disc-jockey, locutor, apresentador e redator de notícias. Foi justamente neste setor  que se destacou, dado o seu bom trabalho redacional a frente do Jornal Progresso no Ar.

Wellington Oliveira – Melhor Controlista
È o tipo do rapaz esforçado. Ingressou na Progresso como aprendiz de controlista e já no terceiro dia de trabalho, fazia o seu primeiro programa sem a assistência de Roterdan Martins, que foi o seu professor. Encarregado de transmissões externas, tem sabido dar "aquele som", fazendo inveja a muito entendido.. Além de controlista, ainda participa de programas humorísticos como comediante, sendo até razoável rádio ator.

Coelho Alves – Melhor Locutor
Sua vida artística é um livro aberto. Todos conhecem aquele que fazia do CRP, "a única emissora de rádio do mundo em circuito fechado". Quem não se lembra dos famosos programas de auditórios apresentados pelo ''Mestre" (como carinhosamente 0 chamam os seus comandados?) Está na Iracema desde a sua fundação, onde ocupa o cargo de Diretor Gerente. Tem sido um dos mais eficientes homens do Rádio caririense, mercê de memoráveis campanhas empreendidas a favor de nossa cidade. Pode e deve ser considerado o Mestre do Rádio Juàzeirense; E sem favor algum.

João Sobreira – Melhor animador de Estúdio
Filho de tradicional família, começou a carreira no Serviço de Alto Falantes  Juvenil que existiu na atual Praça Cel. Humberto Bezerra. Daí foi levado a Progresso, começando como apresentador do programa Juventude Brasa. Depois, passou a fazer o programa de forró, já conhecido em todo Cariri. Fez também rádio-teatro e shows humorísticos. Da Progresso foi para a Iracema (onde continua até hoje). È quem recebe o maior número de cartas de ouvintes, chegando inclusive a receber inúmeros presentes dos seus fans. Gosta de poesias (e as faz bem), de eletrônica, de música jovem, de cinema e adoraria fazer teatro como profissional.

Geraldo Balista – Melhor Locutor Noticiarista
Sua primeira experiência com o microfone foi no serviço de alto-falantes Uirapuru e sob a direção de Iderval Pedroso. Trabalhou também no Saci, onde recebeu de Pedro Duarte, as lições que o iriam ajudar na sua futura vida profissional. Sua primeira emissora de rádio foi a Progresso, onde com a saída de Carlúcio Pereira, passou a ser o primeiro locutor. Na Progresso aconteceu um fato interessante: o seu primeiro teste, não sabe se foi aprovado, pois não recebeu nenhuma comunicação. Finalmente, em 1968 fez outro teste e foi aprovado. No fim do ano passado, resolveu ingressar na Iracema, onde se sente muito bem, pois os seus colegas o tratam com o maior carinho. Já recebeu propostas para trabalhar em outros Estados, mas prefere, pelo menos por enquanto, permanecer em Juazeiro. Em 1968 foi agraciado com o título de Melhor Radialista, numa promoção da Câmara Junior.

Sousa Menezes – Melhor Cronista
Intelectual dos mais conhecidos no Cariri, desfruta de grande prestígio nos meios sócio-culturais da região. Diretor de relações públicas da Prefeitura Municipal, é um profundo conhecedor da problemática regional, aplicando todos os seus conhecimentos na feitura de suas belas crônicas. É o comentarista oficial da Iracema.

Paulo Duarte – Melhor Repórter Esportivo
Começou no serviço de Alto-falante Saci como locutor do serviço volante, tendo logo a seguir, passado para o quadro de locutores comerciais daquela organização. Em 1969 foi convidado por José Boaventura para integrar a Equipe Esportiva da Iracema, onde se encontra até hoje. Eventualmente como reporte de campo, substitui os titulares na narração ou comentários dos jogos. Esta é a segunda vez que recebe título de melhor repórter. É locutor comercial e ainda redator de esportes.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Saudades!

No finalzinho dos anos 60 os dois cinemas mais importantes de Juazeiro do Norte (dos irmãos Otacílio e José Almeida) anunciavam na imprensa os filmes do dia conforme mostra a foto abaixo:

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Caderneta do Colégio Salesiano

Quem estudou no antigo Instituto Salesiano Padre Cícero, depois Ginásio Salesiano São João Bosco com certeza vai se lembrar da sua famosa Caderneta Escolar mostrada na foto. Era linda! Confeccionada em São Paulo, ricamente encadernada com capa dura, com 30 páginas, nas quais eram inseridos dados pessoais e foto do aluno, notas, faltas, presenças e no fim páginas em branco destinadas a anotações sobre o aluno para conhecimento dos seus pais ou responsáveis. Coisas assim certamente não existem mais. São relíquias de um passado que dá saudade. Eu me lembro que as cadernetas eram recolhidas diariamente antes do início das aulas, depois conduzidas à Secretaria onde recebiam os carimbos  “presente”, “faltou” ou “missa” e devolvidas no final das aulas. Havia um caixote apropriado para recebê-las e uma espécie de ritual que era seguido à risca. E o aluno encarregado de segurar o caixote fazia o serviço como se fosse um privilégio. E era! Cadernetas como essas ainda existem? Quem tem mais relíquias para mostrar?  



Turma de 1961 - Colégio Salesiano


Vemos da esquerda para a direita, partindo de baixo: Cícero Silva, Hélio Bezerra, Samuel Wagner, Suenon Mota, Cesínio Luiz de Brito, Fernando Tálio, Ailton Pereira, José Lopes, Pacelli Sabiá, Wilson Noca, Francisco Pereira, Wagner, Odivaldo Limeira Lima, Ademir Mina, Jarbas Emídio, Teodório Pereira, Heleno Oliveira, Vicente Favela, Mário Ítalo, Odival Limeira Lima, Pedro Ferreira, Antonio Carlos, Marijesu Ferreira, César Cassundé, Carlos Aécio Caldas, Xerxes Maia, Alvenir, Geraldo Magela, Francisco Anastácio, José Lins, Ronaldo Marcelo, João Aécio Sabiá, Anchieta Martinez de Montalverne e Eduardo Pereira Matos. O Orador da Turma foi Anchieta Martinez de Montalverne. 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Despedida de Paulo Machado do conjunto Os Barulhentos

 As fotos abaixo foram clicadas tendo como cenário a Serra do Horto e tiveram a finalidade de registrar a despedida de Paulo Machado do conjunto Os Barulhentos, nos bons tempos da Jovem Guarda em nossa cidade. Paulo se afastava do conjunto porque ia estudar em Recife. São vistos: Alexandre Júlio (baterista), Paulo Machado (guitarrista base), Assizinho (guitarrista solo), Zezo (contra-baixo) e Gueguel (assistente técnico). O ano foi 1969, finalzinho do tempo da Jovem Guarda. Os Barulhentos fizeram muito sucesso em Juazeiro do Norte e até hoje o conjunto é lembrado com muita saudade por quem viveu aquele bom tempo de juventude nesta cidade. (Fotos do arquivo de Paulo Machado).

sábado, 12 de junho de 2010

A CHEGADA DA LUZ DE PAULO AFONSO EM JUAZEIRO
















Praça do Cinquentenário. Carlos Alberto

Tenho muitas lembranças agradáveis dos anos 60 em Juazeiro. No momento, quero relembrar um dos acontecimentos mais importantes para a nossa cidade e que mais marcou minha adolescência. Foi a chegada da energia da CHESF, ou da luz de Paulo Afonso, como era chamada a energia elétrica proveniente da hidroelétrica de São Francisco. O fato ocorreu no início da década de 60, mais precisamente no dia 22 de julho de 1961, data em que foi oficialmente comemorado o Cinquentenário de emancipação política de Juazeiro do Norte.
Para marcar para a posteridade este grande acontecimento, foi também inaugurada a Praça do Cinquentenário e construído um monumento. Ambas as obras foram mal feitas e tinham um estilo arquitetônico duvidoso. Foram construídas às pressas e, no dia da inauguração, apresentavam aspecto de inacabadas. Estas obras foram implantadas na nossa inesquecível pracinha, o lugar de nossas brincadeiras de criança, e foram demolidas anos depois para a construção do Memorial Padre Cícero. Quer dizer, foram construções provisórias e, no final das contas, a cidade ficou sem nenhum marco indicativo da chegada da energia de Paulo Afonso. A placa comemorativa, que estava afixada no monumento demolido, não foi reposicionada na nova obra do Memorial. Aliás, não sei se esta placa sumiu na demolição ou se ainda existe, abandonada em algum depósito da Prefeitura.
Mas não é minha intenção no momento fazer nenhuma crítica a esses fatos. Eu quero mesmo é deixar meu registro sobre o mais importante acontecimento ocorrido na década de 60 em Juazeiro.
A solenidade de implantação da energia de Paulo Afonso contou com a presença dos mais importantes políticos do estado e do governo federal, além de diversas autoridades. Todos ocuparam o palanque montado na recém inaugurada praça do cinqüentenário e alguns fizeram discursos ufanistas, agradecendo os esforços do presidente da república e do governo do estado e, como não poderia deixar de ser, enaltecendo o nosso Padre Cícero. Foi tudo muito correto, sem disputas políticas e com muitos aplausos da grande multidão presente.
Era um momento de euforia geral e os juazeirenses estavam agradecidos. Lembro-me que um dos oradores citou uma profecia atribuída a Padre Cícero, segundo a qual um dia as águas do rio São Francisco banhariam as ruas de Juazeiro. De acordo com esse orador, o padre Cícero teria usado uma metáfora e que, quando falou em águas banhando as ruas de Juazeiro, ele quis se referir justamente aos fios elétricos que conduziam a energia gerada na usina de Paulo Afonso. Vários anos depois, lendo o livro “Milagres e previsões de Padre Cícero”, escrito por meu pai Zeca Marques, conheci outra versão para esta história. Segundo consta no livro, em uma conversa informal com comerciantes amigos, no tempo que a cidade ainda era iluminada por lampiões, o padre fez a seguinte previsão: “Brevemente, Juazeiro será parcialmente iluminado pela energia elétrica e, posteriormente, o município será totalmente eletrificado pela energia vinda das águas do Rio São Francisco”.
Relembrando este fato, me vem um pensamento curioso. O polêmico projeto de transposição do rio São Francisco, ora em implantação pelo governo federal, contempla a passagem de um canal nas cercanias da cidade de Aurora para revitalizar o rio Salgado, um afluente do Rio Jaguaribe. Se esta obra tornar-se viável, quem sabe se não haverá no futuro um desvio deste canal, para revitalizar o nosso moribundo rio Salgadinho? E aí, sim, as palavras atribuídas ao Padre Cícero não seriam uma metáfora, nem uma previsão, mas uma verdadeira profecia que seria cumprida na plenitude do seu sentido.
A chegada da energia de Paulo Afonso foi um marco no desenvolvimento de nossa cidade. Juazeiro foi a primeira cidade do Ceará a receber essa energia. Desde então houve uma grande transformação em Juazeiro e no modo de viver dos juazeirenses. A primeira transformação foi a substituição dos acanhados postes de madeira, e sua iluminação fraca, por bonitos postes de concreto armado com lâmpadas brilhantes. Os postes eram fabricados na Cavan, uma fábrica de pré-moldados instalada nas cercanias do bairro dos Franciscanos, hoje bairro Pirajá. Outra transformação imediata foi a desativação dos enormes geradores de energia, se não me engano em número de quatro, instalados num galpão na esquina das ruas São Pedro e Alencar Peixoto, e que funcionavam só no período das 18 às 21 horas.
A nova energia era ininterrupta e não servia apenas para iluminação. Com ela foi possível adquirir as modernas maravilhas de eletrodomésticos já existentes nas capitais e que faziam a cabeça das donas de casa das classes média e alta da cidade. Foi uma correria às compras de geladeiras, enceradeiras, liquidificadores, batedeiras de bolo, ferros de engomar, ventiladores... Paralelamente, foram substituídos o candeeiro, a lâmpada petromax, o ferro de engomar a carvão, a geladeira a querosene, e até as velas de cera que iluminavam os quadros e as imagens de santos durante à noite.
Os cinemas mudaram o horário de exibição de filmes: de uma única sessão às 19:00h passaram a ter duas sessões uma às 18:30h e outra às 20:30h, esta só para maiores de 14 anos, mesmo que o filme fosse censura livre. Os bares e restaurantes também passaram a funcionar até altas horas e novos bares, restaurantes e sorveterias foram inaugurados. Também as escolas públicas já podiam ter aulas no período noturno, beneficiando as pessoas que trabalhavam durante o dia. A praça Padre Cícero recebeu uma nova iluminação e passou a ser mais frequentada, principalmente por jovens namorados nos fins de semana.
As lojas comerciais da rua São Pedro aderiram à novidade das placas luminosas. Os cinemas colocaram vitrines para expor os cartazes dos filmes em exibição, substituindo os velhos cavaletes de madeira instalados nas esquinas das ruas próximas aos cinemas, e que tinham os nomes dos filmes e dos artistas principais escritos com tinta a óleo. O cine Capitólio, localizado onde atualmente existe o Bradesco, foi inaugurado nessa época com o seu nome estampado num colorido letreiro em néon, como já existia nos cinemas chics das capitais. Aliás, esta foi a época de ouro do cinema em Juazeiro, e merece um comentário específico de alguém que a vivenciou plenamente.
Nos meados da década de 60, o sinal da televisão de Recife começou a ser captado em Juazeiro. De início de forma precária, com mais chuviscos do que imagem. Mesmo assim muita gente comprou os primeiros aparelhos de televisão que chegavam às lojas. Afinal de contas, ter um aparelho de televisão na sala principal da casa era símbolo de status. Em pouco tempo a imagem da televisão já podia ser captada com boa nitidez e no final da década, em julho de 1969, pudemos assistir à transmissão ao vivo do grande acontecimento mundial da chegada do primeiro homem à lua.
Ao mesmo tempo em que o comercio se desenvolvia, com a instalação de várias lojas de eletrodomésticos, começaram a ser instaladas as médias industrias, dando início ao grande progresso que Juazeiro tem apresentado desde então.

Carlos Alberto Almeida Marques
Fortaleza-CE